Mais uma noite de insônia, mas nada que várias noites sem dormir para colocar a leitura em dia. É ruim, pois fico uma desgraça pelo dia, algo que ninguem suporta ficar perto, mas por outro, faço coisas que naturalmente as horas do dia não seriam suficientes para tanto. Em umas dessas horas de leitura "por falta de sono" (falta de sono não, pois estou aqui caindo de sono, só nã consigo desligar a minha mente para adormecer...) me deparei com uma entrevista da Lygia Fagundes Telles para o jornal Gazeta Mercantil do dia 16/04/2000:
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"Outro dia, numa entrevista, perguntaram-me o que eu penso a respeito do amor homossexual. A vida é tão breve, a felicidade tão rara, meu Deus, deixem as pessoas fazer o que quiserem com seus corpos! Só não gosto e não aceito vulgarização. O sexo é grave, nobre, belo, então a vulgarização me dói. Mas, afora o vulgar, a liberdade no amor deve ser absoluta. Com tanta violência, por que vamos perseguir justamente o amor? Já basta a miséria que nos tira quase tudo".
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