sexta-feira, 30 de abril de 2010

Cansada...

Tem alguns momentos que precisamos preencher os nossos horarios vagos para evitar ficar pensando 'besteiras', mas quando vc erra a dosagem e percebe que tem mil e uma coisas para fazer e so tem 24h por dia, o que fazer?
Acordada desde as 4 da manha fazendo trabalho, detalhe que fui dormir 1h...
Doidinhas (os), desculpem os meus atrasos, as minhas ligações rapidas, as minhas furadas... mas uma coisa é certa, nunca vou deixar de fazer o que me faz bem ou estar com quem me faz bem, mesmo que para isso eu tenha que ficar sem dormir, sem comer...
Desculpem tbm essa postagem 'explicativa' rápida, pq eu tenho so 10 min para tomar banho, comer alguma coisa, imprimir um trabalho e chegar a tempo no ponto para pegar o busão.

Musica da madruga: Infinito Particular (Marisa Monte)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Mind the gap

"Temos que ter cuidado com o vão, que é a distância entre a vida que você sonha e a vida como ela é...

Quem já viajou para outros países, especialmente os de idioma inglês, e andou de metrô, já deparou com o aviso que há em cada estação subterrânea. Ou está escrito no chão, ou os alto-falantes avisam: Mind the gap. Significa cuidado com o vão. Não caia. Não dê um passo em falso. Fique atrás da linha amarela. Não avance. Não arrisque cair nos trilhos. Mind the gap. Mind the gap.

Estava eu, numa noite de sábado, assistindo em casa ao filme Notas de um Escândalo, cujo atrativo maior é o duelo de duas grandes atrizes, Cate Blanchett e Judi Dench, quando a personagem da insatisfeita Cate saiu-se com essa frase: “Temos que ter cuidado com o vão. Que é a distância entre a vida que você sonha e a vida como ela é”.

A distância entre a vida que você sonha e a vida como ela é...

Mind the gap, pois a queda é dolorosa. Mantenha-se com os pés firmes na vida que você tem. Claro que a vida sonhada é determinante para a busca da felicidade, claro que é essa vida “do lado de lá” que nos mantém despertos, claro que o sonho é mais inspirador do que a realidade, porém, cuidado com o vão. É onde a gente se machuca.

O túnel de uma estação de metrô costuma ser recheado de cartazes publicitários. Fotos de ilhas caribenhas para vender cartão de crédito, fotos de mulheres sublimes para vender cosméticos, fotos de casais jovens e apaixonados para vender roupas. Um mundo lindo e perfeito, sem tédio, sem dívidas, sem solidão. Ali, do outro lado do vão.

E a gente olhando tudo isso, parado, em pé, segurando uma mochila pesada, enquanto espera o trem.
Se você está viajando a turismo, se está em outra cidade ou em outro país, de certa forma já está do lado de lá do vão, está vivendo um instante de deslumbramento, em que se encontra longe de casa, longe do trabalho, com algum dinheiro pra gastar, com tempo livre, tirando umas férias da rotina e de você mesmo: não seria essa a descrição perfeita de “a vida que você sonha”?

Férias é sempre um passeio por essa outra vida, a idealizada.

Mas pense bem: imagine uma vida eterna de prazeres, sem hora para dormir nem para acordar, com o mundo bem resolvido, o céu sempre azul, um amor tranquilo, champanhe e caviar dia e noite. Uma semana, um mês, dez anos sem motivos pra chorar, sem um compromisso a cumprir, sem um desafio.

Fazendo essa transferência, consigo me ver estampada nas paredes de uma estação, eu e minha vida de comercial de cartão de crédito, olhando aquela outra mulher na plataforma oposta, em pé, esperando o trem para levá-la a uma reunião de trabalho, a um encontro que pode frustrá-la ou surpreendê-la, a um bairro em que pode estar chovendo, a um acontecimento que deixará seu coração palpitando, e penso que talvez eu continuasse angustiada com a imensa distância que há entre a vida que a gente sonha e a vida como ela é.

Estamos sempre de olho na outra margem, na plataforma de lá. E o vão nunca some".

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Années, mois, jours, heures, minutes ... tout spécial.

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''Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar.
É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois''.
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p.s. Não existe palavras que nunca foram ditas, então vou copiar uma frase (não sei quem foi o autor, mas tenho certeza que é uma das mais citadas): Eu amo você.

sábado, 10 de abril de 2010

"Existe tαntα coisα mαis importαnte nessα vidα que sofrer por αmor, que viver um αmor!
Tαntos amigos, tαntos lugαres, tαntαs frαses, tαntos sentidos...
Tαntαs pessoαs novαs; Indo, vindo!
Tenhα só um mundo pelα frente, e olhe prα ele!
Olhe o mundo; é tão pequeno diαnte de tudo o que eu sinto.
Sofrer dói!
Dói e não é pouco, mαs fαz um bem dαnαdo depois que pαssα!
Descobri, ou melhor, αceitei; eu nuncα vou esquecer o amor da minhα vidα! Nuncα!
Mαs αgorα, com suα licençα, não dá mαis pαrα ocupαr o mesmo espαço.
Meu tempo não se mede em relógios, e α vidα lá forα, tá sempre me chamando!"

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Pour quelqu'un spécial

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" Quando se deseja realmente dizer alguma coisa, as palavras são inúteis".









"De repente ao dobrar uma esquina dou de cara com você que me prega um susto de mentirinha como aqueles que as crianças pregam umas nas outras. finjo que me assusto, você me abraça e vamos tomar um sorvete, suco de abacaxi com hortelã ou comer salada de frutas em qualquer lugar. Assim: estou pensando em você e o telefone toca e corta o meu pensamento e do outro lado do fio você me diz: estou pensando tanto em você.''

quinta-feira, 1 de abril de 2010

''Eu declaro ser boba, moço. E ingênua. Forte, apesar da pose de quem se desmonta fácil. Apaixonada, talvez. Ridícula. Medrosa. Procrastinadora de atos urgentes, e também dos desimportantes. Sou uma saudade, e um banco de praça coberto por folhas secas de um outono que não é meu. Não tenho paciência para conversas tristes. Posar de vítima soa deprimente. E não entendo como meu rosto se desmancha numa seriedade obtusa assim, de repente, gerando interrogações de quem me cerca. Eles não entendem. Sabe, moço, não é todo dia que eu quero sorrir, não. E pensar que já houve uma época onde isso era o meu melhor, era o que fazia as pessoas pedirem por mim. Hoje não tem ninguém. A distância é algo estúpido, moço. Não falo nem de geografia, aqui. Falo de interposições criadas por conveniências minhas. Eu sou ostra, viu? E não sei permitir que no meu lado de dentro venha morar qualquer coisa que não seja pérola. Nem é pretensão, não. Pode ser comodismo. É que eu me acostumei a ter as melhores pessoas do mundo como parte de mim, e isso era o suficiente. Eu não dava importância para o novo, o desconhecido. Não sei se você entende, moço, mas dá um trabalho danado se reconhecer nos outros, querer pra si, driblar os defeitos, contar dos seus, todas essas coisas que surgem em primeiras relações. Eu queria que já viesse tudo pronto, moço. Queria. Aí eu era completa, então.

Declaro, também, que esse era é algo que nunca foi. É que eu sou sozinha, em qualquer canto. Sei lá, eu acho graça, você não? Sou dona de um sarcasmo estonteante, digo. As pessoas às vezes acham que estão acompanhadas no mundo, e se apegam a isso de uma maneira que me assusta. É que, moço, todo mundo vai embora um dia. Vai porque quer, vai porque Deus chama - não importa. E eu sempre tive muito medo disso, mas quase não penso. Outro dia mesmo eu quis casar, ter filhos, e ver como a vida ia. Hoje eu não quero mais. Amanhã, vou querer tudo de novo. E pra sempre. Odeio querer as coisas pra sempre, moço, você não? Tudo é tão efêmero por aqui. Tem horas que eu fico lembrando do que eu nunca soube. Você deve estar se perguntando se eu sou feliz, não é? Eu digo que não sei. Digo que sou. Num descuido ou em outro, acabo sendo. Ah, eu sou incoerente, também. Semana passada contei por aí que eu sou uma fraude. Sou tanta coisa, moço. E nada. Essa história de não poder olhar pro lado e encontrar uma gargalhada cúmplice, já não tem graça. E os fins de semana, moço, passam lentos como se fossem um filme ruim demorando pra terminar. Não pensa que eu tô só reclamando, não. É que hoje não entreguei sorriso, sabe? E agora que ele se mostra, vai despejando tudo o que esse céu nublado diz. Sou uma nuvem de chuva, agora.
Declaro ainda, moço, que eu tenho sonhos. Eles escorrem em mim inteira. Mas acontece que sou uma insônia, e os dias viram duas noites. Tá faltando cor. Cinza é cor, moço? Acho bom eu ir embora, antes que tudo chova. Prometo novos sonhos. Um resgate dos que se perderam. Toma moço, esse sorriso. Coloca ele de enfeite no teu carrinho azul. Lembra que você foi responsável por mim, hoje, nesse entardecer. Lembra, moço, que meu sorrir é quem fala, porque eu não sei lidar com palavras, não.

Declaro por fim, moço, que eu vou ser feliz. Criança...


E fui.''