sábado, 18 de setembro de 2010

C'est moi ou c'est soi?

-Às vezes sinto falta de mim...
-Eu também, menina.
-Sente falta de si?
-Não, de você. E dói.
[Silêncio]
-Me abraça?
-Sempre.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

'Eu preciso aprender a ser menos. Menos dramática. Menos intensa. Menos exagerada. Alguém já desejou isso na vida: ser menos? Pois é. Estranho. Mas eu preciso. Nesse minuto, nesse segundo, por favor, me bloqueie o coração, me cale o pensamento, me dê uma droga forte para tranqüilizar a alma. Porque eu preciso. E preciso muito. Eu preciso diminuir o ritmo, abaixar o volume, andar na velocidade permitida, não atropelar quem chega, não tropeçar em mim mesma. Eu preciso respirar. Me aperte o pause, me deixe em stand by, eu não dou conta do meu coração que quer muito. Eu preciso desatar o nó. Eu preciso sentir menos, sonhar menos, amar menos, sofrer menos ainda. Aonde está a placa de PARE bem no meio da minha frase? Confesso: eu não consigo. Nada em mim pára, nada em mim é morno, nada é pouco, não existe sinal vermelho no meu caminho que se abre e me chama. E eu vou... Com o coração na mochila, o lápis borrado, o sorriso e a dúvida, a coragem e o medo, mas vou... Não digo: "estou indo", não digo: "daqui a pouco", nada tem hora a não ser agora. Existe aí algum remedinho para não-sentir? Existe alguma terapia, acupuntura, pedras, cores e aromas para me calar a alma e deixar mudo o pensamento? Quer saber? Existe. Existe e eu preciso. Preciso e não quero'.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

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"A gente faz o que o coração dita
Mas esse mundo é feito de maldade e ilusão"
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sábado, 31 de julho de 2010

Balanço.

"Resolvi que nesta noite de inverno
em que vamos virar a noite de sábado
pelo avesso da noite de julho,
ninguém vai falar no que podia ter sido
e não foi
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Ultimas horas desse interminável mês de Julho, apesar de ser período de férias, foi um mês dificil de ultrapassar sem machucados e arranhões. Esse poster poderia ser dos assaltos que sofri, das perdas materiais decorridas desse fato, ou das 'noias' que ficaram na minha cabeça depois deles, e que ninguem se deu o trabalho de perguntar sobre. Poderia falar dessa nova fase: Estágio. Primeira vez que ganho uma grana pelo 'suor' do meu trabalho, e isso me fez bem. O balanço poderia ser também sobre as saidas e farras - que não foram poucas - desses dias. Mas, acredito eu, que as pessoas que eu gostaria que soubessem dessas coisas todas já sabem, ou por estarem comigo, ou por ligações rapidas de fofocas.
Hoje escrevo pelo simples fato de estar com um incomodo 'nó' na garganta e não poder fazer nada para 'desata-lo'. Cansei de me decepcionar com as pessoas, cansei de confiar e logo apos receber punhaladas nas costas das pessoas que menos esperamos. Às vezes, penso que essas coisas acontecem porque os outros acham que eu sou uma besta retardada. Aloww!!! Eu posso ser sim, mas não por não perceber e sim por permiti que façam as coisas comigo, mesmo eu tendo uma visão previa, mas infelizmente, ainda acredito que as pessoas podem ser boas - pior defeito meu.
Antes que alguém diga, nossa! coitadinha, se fazendo de vitima. NÃO! Não sou perfeita, nem quero ser, sou propensa ao erro como todo mundo. Mas, com uma diferença, quando faço algo para alguém me sinto mal, a consciencia pesa e termino me machucando mais que qualquer outro envolvido. Acho que por isso eu não mereça perdão. Vejo tantas pessoas fazendo coisas ruins e mesmo assim são dignas de admiração e respeito, e porque eu não? Não que eu quero ser admirada - de forma alguma - mas acredito que mereceria ser respeitada.
Citando Saramago: "Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu fizeram-no de carne, e sangra todo dia". Será que alguém percebe isso?
Ah, cansei disso, cansei de reclamar por algo que nunca vai mudar. As coisas continuarao as mesmas, acreditando nas pessoas, me decepcionando com elas, chorando e logo apos confiando em outro alguém para de novo recomeçar o ciclo. Só não sei se um dia essas feridas vão cicatrizar, pois se isso acontecer perde-se a sensibilidade do lugar e com isso a pessoa que escreve hoje não seja a mesma pessoa, talvez precise seguir as teorias de Heraclito...
E antes que apareçam milhares de anonimos (anonimos) - digo isso porque tem anonimos que não são anonimos para mim, so por esse motivo que não tirei essa opção de cometarios - não estou falando diretamente para ninguém, isso é um desabafo - talvez para mim mesma - e chega de declarações via blog, não estou em momento de fazer joguinhos. Desculpem se estou sendo grossa, mas estou magoada e consequentemente machucada com algumas coisas que me aconteceram.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

"- Seja como for - disse o Espantalho-, eu vou pedir um cerébro em vez de um coração; porque um bobo não ia saber o que fazer com um coração se tivesse um.
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- Pois eu vou pedir um coração - replicou o Lenhador de Lata -, Porque um cerébro não torna uma pessoa feliz; e a felicidade é a melhor coisa do mundo.
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Dorothy não disse nada, porque ela estava intrigada em descobrir qual de seus novos amigos estava certo;"

quarta-feira, 28 de julho de 2010

" - Do que você tem medo?
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- Tenho medo porque sou destrutiva, que se tenho alguma coisa boa me vejo praticamente obrigada a destruir".

terça-feira, 27 de julho de 2010

“Somos assim. Sonhamos o vôo, mas tememos as alturas. Para voar é preciso amar o vazio. Porque o vôo só acontece se houver o vazio. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Os homens querem voar, mas temem o vazio. Não podem viver sem certezas. Por isso trocam o vôo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram. É um engano pensar que os homens seriam livres se pudessem, que eles não são livres porque um estranho os engaiolou, que se as portas das gaiolas estivessem abertas eles voariam. A verdade é o oposto. Os homens preferem as gaiolas ao vôo. São eles mesmos que constroem as gaiolas onde passarão as suas vidas.”

domingo, 25 de julho de 2010

Ana


Ela era linda. Tinha os olhos saltados e a boca rasgada como uma fenda. Macia e profunda. Seus cabelos negros reluziam em sua pele branca. Ela era linda e mesmo pequena ocupava todos os espaços. Reinava como um rapaz afeminado. Um pássaro molhado. Um tigre. Um grande tigre ou dragão. Doce como o mel dos gozos era frágil como os poetas. E triste. Profundamente triste apesar da alegria rubra que escorria pelo eterno sorriso felino. Ela era grande. Grande como são as estrelas. E até podia ser feia e era. Mas erguia as mãos quando fumava e os dedos caídos pediam aos deuses um espaço no Olimpo. Seus gestos diziam tanto que mesmo sem o maior encanto embriagava os homens. E assustava as mulheres. Umas lhe rendiam homenagens enquanto outras faziam vodu e pregavam alfinetes em seu peito miúdo. Ela era linda e tão linda que um dia caiu de bruços e um brutamontes lhe comeu o cu.